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O que é zero trust? Saiba como adotar o modelo de segurança

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Sumário

Segundo uma pesquisa da Consultoria Gartner, 63% das empresas no mundo adotam estratégias de zero trust. A tradução literal do termo é “confiança zero”. Ou seja, é uma abordagem de cibersegurança que parte da ideia de que nenhuma rede é 100% confiável. Um pensamento que se estende para usuários, aplicações e dispositivos, dentro e fora da organização. 

O conceito existe desde 2010, mas ganhou força nos últimos anos, especialmente com o rompimento da fronteira entre casa e trabalho. Com o home office, os ataques hackers chegaram a crescer 700% na América Latina. Fatores como este levaram as organizações a terem um olhar ainda mais cuidadoso e crítico com relação à segurança. 

A legislação também apertou o cerco para evitar o vazamento e uso inadequado de informações pessoais. A recente aprovação da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil é prova disso. 

Quer entender melhor os princípios deste modelo e saber como implementar no seu negócio? Fique atento até o final deste artigo. 

Conheça os princípios da segurança zero trust 

O modelo de segurança zero trust não propõe somente implantar um sistema ou substituir formas de validação de acesso para as equipes. É uma estratégia na qual se considera que as redes não são confiáveis e que ameaças podem ser internas ou externas. 

Neste sentido, três princípios devem nortear as atividades dentro da instituição:

  1. verifique sempre;
  2. conceda privilégio mínimo;
  3. pressuponha violações.

 

Entenda o que significa cada um destes pontos no dia a dia. 

1. Verifique sempre

Toda vez que um usuário, aplicativo ou dispositivo tentar se conectar à rede, será necessário realizar uma verificação rigorosa. 

Neste sentido, substituímos o conceito de perímetro de atuação, no qual se assume que tudo o que estiver na rede é seguro. Pelo contrário, estabelecemos que todos os sistemas e conexões podem estar comprometidos. 

Leia também: “Saiba o que são os clones digitais e os riscos que eles representam!”

2. Conceda privilégio mínimo 

Outro princípio da arquitetura de zero trust é conceder aos usuários e aplicações somente a camada necessária de acesso essencial para a execução de suas tarefas. É o conceito de “least privilege”, ou, menor privilégio. 

3. Pressuponha violações

Admitir que o vazamento ou ataque irá acontecer é uma forma de estar sempre preparado. Este princípio envolve uma ampla conscientização do time. 

Incentive seus colaboradores a projetarem os cenários mais sérios de violação de dados para que construam planos de ação robustos com o intuito de minimizar efeitos. Este é um exercício importante, que auxilia a evitar problemas com desrespeito à LGPD. 

Assim, caso esse tipo de situação ocorra, a empresa estará apta a reagir com agilidade e reduzir a zona de impacto. 

Quais as vantagens da política zero trust para a segurança cibernética? 

O principal benefício da implementação deste modelo diz respeito à proteção de dados. Afinal, o processo de identificação e autenticação de qualquer conexão solicitada à rede se fortalece.

É importante destacar que o foco está não somente em definir permissões de acesso, mas também no monitoramento contínuo do comportamento de usuários, sistemas e demais aplicações, a fim de prever atividades suspeitas. 

A adoção de uma estratégia de zero trust eleva o nível de segurança da empresa, reduz riscos de vazamento e, consequentemente, os danos à reputação.

Por outro lado, garante flexibilidade de acesso aos recursos da rede, já que as equipes podem trabalhar remotamente com a mesma garantia de proteção que teriam de forma presencial. 

Entenda os desafios da jornada de implementação 

Levar o modelo de cibersegurança da sua empresa para um novo patamar é uma decisão inteligente. Mas, como todo projeto, a execução oferece desafios. 

O uso de sistemas legados, por exemplo, certamente precisará passar por adaptações. Por isso, é necessário contar com um bom planejamento que determine quais ajustes vale a pena fazer no curto prazo. 

Além disso, a adoção de novos procedimentos pode gerar disrupções significativas. Por exemplo: a restrição de acesso dos usuários às informações e a modificação no formato de validação são questões que alteram a rotina da equipe. Uma boa condução neste momento é fundamental para minimizar desconfortos. 

E a Safetec pode ser sua aliada nessa missão. Temos quase 20 anos de atuação e somos pioneiros em soluções corporativas na nuvem. Ao longo dos anos, evoluímos como uma empresa especialista em serviços, produtividade e colaboração. 

Com a nossa consultoria, fica mais fácil reforçar a segurança cibernética do seu negócio. 

Temos um amplo portfólio de serviços especializados em infraestrutura e contamos com uma equipe de especialistas altamente qualificados para te acompanhar nessa transição.

Dicas para adotar confiança zero na estratégia da sua empresa

Assegurar a proteção de dados e blindar a rede de ameaças é o desejo de qualquer organização. O vazamento de informações não somente abala a imagem da empresa perante seu público, como também pode custar caro. 

Então, se você deseja investir nesta nova mentalidade de segurança da informação, mas não sabe por onde começar, confira o passo a passo abaixo.

  1. Defina uma estratégia de implantação alinhada com o seu negócio. Ou seja, faça um mapeamento e escolha quais são os processos que demandam reforço na segurança. Veja os pontos mais críticos, que devem ser prioritários no projeto. É essencial envolver os times e os tomadores de decisão nesta etapa.
  2. Tenha um inventário de dispositivos gerenciados e não gerenciados. Assim, você tem uma visão mais clara sobre os pontos de fragilidade. 
  3. Avalie o comportamento dos usuários e das aplicações que você já executa diariamente. 
  4. Crie políticas de segurança e autenticação de identidade para os usuários.
  5. Acompanhe métricas de risco e esteja atento às necessidades de aprimoramento. 
  6. Capacite e conscientize sua equipe. As pessoas devem receber todas as informações necessárias para se adaptar ao novo formato e, ainda, para evitar comportamentos que possam deixar a rede vulnerável. 

 

O modelo zero trust se orienta pela noção de que nenhuma entidade, interna ou externa, é confiável por padrão. A partir desta abordagem, a organização aplica controles mais rígidos de acesso aos dados, múltiplos fatores de autenticação e segmentação de redes. Essas iniciativas possibilitam maior proteção contra ameaças digitais. 

Ter uma operação segura e sustentável, seja em ambientes híbridos ou na nuvem, é possível. E essa jornada não precisa ser complexa. A Safetec te ajuda a simplificar. Entre em contato com nossos consultores para começar agora a modernizar seu negócio.  

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Marcos Coelho

Profissional de TI com mais de 10 anos de experiência, especializado em soluções de colaboração na nuvem. Detentor de profundo conhecimento em Google Cloud Platform, com 8 anos de atuação. Possui formação em Redes de Computadores e domínio em ferramentas como Google Workspace, Zoho e Microsoft 365.

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