Em um mundo cada vez mais conectado, com quase 9 bilhões de celulares e 2 bilhões de computadores e/ou notebooks ligados a uma rede em 2025, segundo o Statista, há uma necessidade crescente de investir em proteção de endpoints, particularmente no mundo corporativo.
A prática consiste em utilizar mecanismos de segurança que garantem que os dispositivos usados pela empresa não sejam alvos de ciberataques ou que consigam ser recuperados sem maiores danos.
O artigo a seguir apresenta o que é proteção de endpoints, qual é a importância e quais são as melhores estratégias para adotar.
Principais aprendizados deste artigo
- Endpoints são todos os dispositivos móveis, como tablets e celulares, ou fixos, computadores e câmeras de segurança, conectados a uma rede.
- A proteção de endpoints engloba diversas práticas que visam garantir a segurança dos dados dos usuários e da organização contra ataques externos.
- Além de manter as informações protegidas, a estratégia também ajuda a reduzir os custos associados a ciberataques, que costumam ser bem altos.
- Para proteger os dispositivos, é importante mantê-los atualizados, investir em uma política de zero trust, segurança na nuvem e usar criptografia em todos os dados.
O que são os endpoints?
São todos os dispositivos conectados a uma rede. Os principais exemplos são os computadores usados pelos colaboradores para executar suas tarefas. Porém, os endpoints não se limitam a esses elementos e incluem desde impressoras e servidores locais até o sistema de segurança e quaisquer outros dispositivos conectados à internet.
As ameaças mais comuns a estes dispositivos são:
- phishing, uso de mecanismos para roubar informações sensíveis;
- malware e ransomware, sistemas maliciosos que interrompem o funcionamento ou “sequestram” os dados;
- perda e/ou roubo de aparelhos.
Temos um artigo que explica com mais profundidade o que são endpoints e como são gerenciados. Confira.
O que é proteção de endpoints e como funciona?
É um conjunto de práticas, diretrizes e ferramentas cujo objetivo é garantir a segurança dos dispositivos e de seus usuários. A estratégia funciona por meio do monitoramento frequente dos aparelhos, o que permite identificar quaisquer ameaças e acionar os mecanismos de proteção mais rapidamente, a fim de minimizar os riscos.
Na prática, a estratégia funciona mediante o uso de uma plataforma que integra todas as ferramentas para facilitar o controle e a aplicação das táticas, que usam recursos avançados de detecção de problemas e automação do fluxo de respostas.
As ações voltadas para a proteção de endpoints seguem uma ordem de funcionamento, que consiste em:
- Identificar a ameaça, mediante a análise de todos os arquivos e acessos;
- Isolar o elemento malicioso para uma análise mais profunda a fim de compreender seu propósito e nível de risco;
- Enviar um alerta sobre a ameaça e ativar as diretrizes de segurança da informação;
- Restaurar o sistema e enviar aos gestores um relatório com detalhes sobre os ataques.
Qual é a importância da proteção de endpoints?
As práticas de segurança dos dispositivos conectados são essenciais para não somente evitar, mas também para reduzir os impactos dos ciberataques aos sistemas e bancos de dados da empresa, reconhecidos por prejudicar a continuidade das operações, causar prejuízos para a reputação e mal-estar com clientes e investidores.
Outro ponto que destaca a importância da proteção de endpoints no ambiente corporativo é que essas ações de agentes maliciosos são caras.
O relatório dos custos de violação de dados de 2025, por exemplo, mostra que os ataques às informações corporativas custaram, em média, 4,44 milhões de dólares para as empresas.
Além disso, o Global Incident Response Report de 2025 evidencia que os endpoints são os principais alvos das ações maliciosas e chegam a ser usados para iniciar 7 em cada 10 ciberataques a empresas.
Outro ponto que vale mencionar é que essas práticas facilitam a adequação às regulamentações sobre o processamento e armazenamento de informações confidenciais, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Como proteger os endpoints corporativos?
As melhores práticas de segurança incluem:
- usar criptografia para evitar a visualização não autorizada dos dados;
- investir em cloud security, a segurança em nuvem, para proteger os dispositivos na internet;
- implementar uma política de zero trust, confiança zero, que consiste em sempre verificar a identidade dos usuários antes de qualquer acesso e mostrar apenas o que for necessário para o trabalho;
- usar senhas fortes, que devem ser atualizadas frequentemente;
- usar antivírus corporativos para identificar e barrar as ameaças.
Ainda no tutorial de como proteger os endpoints corporativos, temos o uso de Endpoint Detection and Response (EDR) para monitorar continuamente os dispositivos, o rastreamento dos aparelhos, a atualização dos sistemas e a conscientização dos usuários.
Outra atitude que ajuda a manter a segurança é contar com o apoio de um especialista em tecnologia, como a Safetec, para orientar sobre as melhores estratégias e ferramentas.
Como a Safetec ajuda a manter a segurança de dispositivos corporativos?
A Safetec trabalha no diagnóstico da situação atual das estratégias de proteção de endpoints da empresa e no desenho de um plano alinhado às necessidades e aos objetivos do negócio. Com mais de duas décadas de atuação no mercado de tecnologia, também podemos:
- indicar as melhores soluções de segurança;
- planejar a implementação dos novos sistemas e ajudar na migração de dados;
- orientar as equipes sobre as novas diretrizes;
- oferecer suporte constante aos usuários.
Conte com quem realmente entende de transformação digital. Agende uma reunião com um dos nossos consultores e veja como a Safetec ajuda a proteger os dados da sua empresa.
FAQ: Perguntas frequentes sobre proteção de endpoints
Endpoint inclui celular?
Sim, assim como notebooks, tablets, relógios, câmeras e quaisquer outros dispositivos que precisam se conectar à rede para serem usados, como geladeiras e demais eletrodomésticos inteligentes, uma vez que essa ligação possibilita a troca de dados com outros sistemas, o que os torna particularmente vulneráveis a ataques externos.
A proteção de endpoints evita ransomware?
Sim, e esta é uma das maneiras de evitar o sequestro de dados por softwares maliciosos. A proteção de endpoints atua na detecção e no bloqueio de acesso dessas aplicações, além de ativar diretrizes de segurança que agem no momento do ataque para evitar danos maiores e restaurar o sistema.
Empresas de pequeno e médio porte também precisam de proteção de endpoints?
Sim, e esses negócios costumam ser os mais vulneráveis a ataques cibernéticos, inclusive de endpoints, devido à falta de maturidade em segurança da informação. Dados da Microsoft mostram que 1 em cada 3 empresas de pequeno e médio porte tiveram problemas com ciberataques, que custaram, em média, 250 mil dólares.





